sexta-feira, 16 de junho de 2006


ajoelhei-me para saber do silêncio,
as preces famintas de chuva
e esperançosas de rio.
*
tudo ao meu redor
estava menor antes
minha imensidão é a falta de ti.
*
o prenúncio dos meus mortos
é a sobrevida da primavera
que deságua longe daqui.
*
[meu deus pisa a relva com pés descalços
tem mãos frágeis que já não choram
&
muito medo de saber-se só]

2 comentários:

朝川栄一 [Asakawa Eiichi] disse...

... muito boas tuas concisões. Belém pra ti é imensidão. Pra mim, é um quinta, uma festa ou uma rua calorenta na infancia... memórias longínquas de alguém que era extrangeiro nos trópicos. Boas memórias.

tb disse...

quem tem o seu mundo interior rico, nunca está só...
Beijos