quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007



escuta as lamúrias que vêm desse rio
trazendo sombras das preces de outrem
elas falam numa língua antiga
que abortou as pegadas da primeira aurora

observa caírem as tuas súplicas
feito lágrimas nuas à margem do escapulário
elas imploram por um instante de paz
que não seja um suspiro amortalhado

3 comentários:

Claudio Eugenio Luz disse...

Poema afiado, meu caro. Considero originalissima sua produção, coisa rara e saudavel.

hábraços

ana maria costa disse...

sim! como a idade do autor 250 anos.
baita de imaginação!
muito bom passar por aqui.

Jofre Alves disse...

Mais uma vez passei para ver e apreciar as fotografias e os textos, sempre de qualidade, sempre agradáveis.