
vê a si mesmo criança
e rememora o pai-nosso
que não cessa de brotar
lágrimas vestindo solidão
a vida segue longa
sobre seus ombros
as amarguras do tempo
metrificam os fantasmas das perdas
esvaziando o sentido de estar ali
e quando o sonho chegar
estarão seus olhos
fechados
distantes demais
do alvorecer